Atual campeão catarinense, o Figueirense dá sinais de que poderá abocanhar o segundo título consecutivo. Com a segunda melhor campanha da primeira fase e o melhor aproveitamento de todo o Campeonato Catarinense, o Alvinegro se aproxima da final para tentar alcançar o bicampeonato, feito obtido pela última vez pelo Avaí, que faturou os canecos de 2009 e 2010.
E para continuar em busca desse objetivo, o Furacão quer uma vitória no Orlando Scarpelli diante do Criciúma, o último campeão catarinense antes do Figueira - a equipe levantou a taça em 2013, após superar a Chapecoense na final. Só que o Tigre não vive bom momento. Ao contrário do rival desta noite, a equipe do Sul do Estado ainda não venceu no Hexagonal e é a lanterna, com apenas um ponto ganho.
Os dois clubes têm apostado nas categorias de base, embora de formas e razões distintas. O Alvinegro reúne uma mescla de jogadores experientes com jovens que têm entrado no decorrer das partidas em um momento de alta da equipe. Já o Criciúma fez uma reestruturação forçada, após gastar milhões ano passado com atletas consagrados e, mesmo assim, não chegar à final do Estadual e ainda por cima cair para a Série B do Brasileirão.
Promessas abundam no elenco carvoeiro. No entanto, há poucas peças experientes para contrapor e as que lá estão não têm dado conta do recado, caso de Cleber Santana, um líder que aparenta estar escondido, e de Lucca, que já demonstrou nervosismo em algumas partidas e foi expulso de campo em jogo contra a Chapecoense, na primeira fase.
É chegada a hora dos mais rodados darem suporte para os garotos para reagir na competição, pois chegar à última rodada do turno com apenas um ponto, enquanto um rival teria 10 e os demais podem chegar a sete e oito, praticamente sepultaria as chances do Criciúma de ir à finalíssima.
Do lado do Figueirense, atletas como Leandro Silva, Thiago Heleno, Marquinhos Pedroso e Dudu, que estiveram na final de 2014, querem o bicampeonato, o que pode ajudar a alçar voos ainda maiores. Isso porque, o clube nunca foi 'apenas' bicampeão. Nas duas vezes que ganhou o Estadual mais de uma vez de forma consecutiva, alcançou o tricampeonato. A primeira, nos anos 30 (entre 1935 e 1937). A segunda ocorreu entre 2002 e 2004.
Esse período marcou uma geração de jogadores vitoriosos que passaram pelo clube e teve como símbolo de amor e dedicação o eterno capitão Márcio Goiano, o lateral Paulo Sérgio, ambos tricampeões, o goleiro Edson Bastos, bicampeão, além do ídolo Fernandes e de atletas que fizeram história no futebol brasileiro, como Evair e Cléber e Sergio Manoel. Mais um ponto positivo para o torcedor alvinegro lembrar e sorrir.
Matéria originalmente publicada em diario.com.br/esportes. Clique no link e confira.
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domingo, 22 de março de 2015
domingo, 15 de março de 2015
Campeonato Catarinense: Figueirense atropela o Metropolitano e mostra porque é o mais forte do Estado
O Figueirense mostrou porque é o time melhor estruturado e mais consistente de Santa Catarina. Mesmo jogando em Blumenau, a equipe de Argel Fucks trucidou o Metropolitano, venceu por 4 a 0 e poderia ter feito mais.
O Alvinegro dominou o jogo do início ao fim e disparou na ponta da tabela de classificação do Campeonato Catarinense, ao chegar aos sete pontos, dois a mais que a Chapecoense, que empatou sem gols contra o Joinville, fora de casa. O resto tá tudo embolado, mas o clube de Florianópolis dá mostras de que vai decidir sua vaga muito em breve.
Aliás, a diferença entre Figueirense e Chapecoense, os dois melhores times do Estado, está na maior regularidade do Alvinegro em relação ao Verdão no decorrer das partidas. E na intensidade. É um time que marca duro no meio, rouba a bola e ataca em bloco, com quatro, cinco jogadores.
Por sua vez, a equipe do Oeste começou arrasadora na competição, tem melhores valores e um elenco mais qualificado, mas parece que administra demais os jogos, ganha em casa e joga para empatar fora Tem sido um tanto quanto burocrática. Pode resolver para chegar à final. Mas uma vez lá, vai precisar mostrar mais para ficar com o caneco. Ainda mais se for contra o Figueira, que bateu a Chape, na Arena Condá, na primeira fase.
Um destaque do duelo de Blumenau que vale citar é o partidaço de Rafael Bastos. É um meia que invade a área, organiza as jogadas e se apresenta para conclui-las. Fez a parede do primeiro gol, de Clayton, soltou uma bomba no segundo e tá começando a mostrar a que veio.
Após muitos anos no exterior, veio do Oriente Médio meio fora de forma e um tanto quanto perdido na velocidade do futebol catarinense, uma correria sem fim e canelas para todos os lados. Mas, após um breve período de adaptação, deu mostras de que poderá ser o que o Argel precisa para a temporada, após as saídas de Marco Antônio e Giovanni Augusto.
O Alvinegro dominou o jogo do início ao fim e disparou na ponta da tabela de classificação do Campeonato Catarinense, ao chegar aos sete pontos, dois a mais que a Chapecoense, que empatou sem gols contra o Joinville, fora de casa. O resto tá tudo embolado, mas o clube de Florianópolis dá mostras de que vai decidir sua vaga muito em breve.
Aliás, a diferença entre Figueirense e Chapecoense, os dois melhores times do Estado, está na maior regularidade do Alvinegro em relação ao Verdão no decorrer das partidas. E na intensidade. É um time que marca duro no meio, rouba a bola e ataca em bloco, com quatro, cinco jogadores.
Por sua vez, a equipe do Oeste começou arrasadora na competição, tem melhores valores e um elenco mais qualificado, mas parece que administra demais os jogos, ganha em casa e joga para empatar fora Tem sido um tanto quanto burocrática. Pode resolver para chegar à final. Mas uma vez lá, vai precisar mostrar mais para ficar com o caneco. Ainda mais se for contra o Figueira, que bateu a Chape, na Arena Condá, na primeira fase.
Um destaque do duelo de Blumenau que vale citar é o partidaço de Rafael Bastos. É um meia que invade a área, organiza as jogadas e se apresenta para conclui-las. Fez a parede do primeiro gol, de Clayton, soltou uma bomba no segundo e tá começando a mostrar a que veio.
Após muitos anos no exterior, veio do Oriente Médio meio fora de forma e um tanto quanto perdido na velocidade do futebol catarinense, uma correria sem fim e canelas para todos os lados. Mas, após um breve período de adaptação, deu mostras de que poderá ser o que o Argel precisa para a temporada, após as saídas de Marco Antônio e Giovanni Augusto.
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