O Avaí perdeu por 2 a 1 para o Marcílio Dias, de virada, neste domingo, no Estádio Dr. Hercílio Luz, em Itajaí, e entrou na zona de rebaixamento do Campeonato Catarinense. Faltando apenas três rodadas para o término do Quadrangular, a equipe azurra tem três pontos e está atrás na tabela de Atlético-Ib e Marcílio Dias, ambos com seis. A equipe do Vale venceu mais cedo o Guarani por 3 a 1.
Raul Cabral resolveu apostar em uma retranca. Deixou isolado André Lima na frente, com Marquinhos e Renan Oliveira com a missão de municiar o camisa 99. O problema é que o ex-atleticano ainda não disse a que veio em Santa Catarina. A má fase técnica dos atletas avaianos é gritante e tem prejudicado qualquer movimentação tática.
Talvez até por isso, o esquema do técnico interino prejudicou o time no ataque. O resultado prático em campo foi o Marcílio mais tempo com a bola, sem dar espaço para o time visitante. O problema é que os donos da casa foram pouco eficientes no último passe e não conseguiram traduzir em jogadas ofensivas o maior domínio territorial.
O deserto criativo foi interrompido em um lance que consagrou o Avaí no segundo semestre de 2014. Após cobrança de escanteio do capitão Marquinhos, o zagueiro Antonio Carlos subiu mais alta que a zaga do Marinheiro e testou para o fundo das redes aos 16 minutos.
O gol deu mais tranquilidade ao Avaí, mas não mudou o panorama do jogo. O time de Itajaí continuou mais tempo com a bola, mas sem saber o que fazer com ela. O time azul e branco, por sua vez, se fechou e buscou os contra-ataques, mas sem conseguir fazer a bola chegar em André Lima.
O intervalo fez bem ao Marinheiro, que aumentou a pressão e, mesmo com dificuldades, chegou ao empate. Logo aos seis minutos, Athos deu belo lançamento para Ronaldo Capixaba. O atacante cruzou na área e Leanderson empurrou para o gol.
O empate acuou ainda mais o Avaí, enquanto a equipe marcilista foi com tudo em busca da virada. Mesmo com apenas um atacante e precisando da vitória, Raul Cabral manteve a estrutura do 4-5-1 e apenas um jogador isolado à frente. Bruno Mendes substituiu André Lima com a missão de resolver os problemas do ataque azurra. Eltinho já havia saído para a entrada de William Rocha, para diminuir a avenida na esquerda. Após um choque com Schwenck, Renan deu lugar a Uelliton.
Para conquistar a virada, Leandro Campos sacou Capixaba e Athos para as entradas de Soares e Néverton. As mudanças visaram dar mais gás à equipe, mas o time foi cansando e o ímpeto foi mudando de lado. Percebendo isso, os atletas avaianos passaram a ocupar mais espaço e a atacar. O jogo ficou mais equilibrado e aberto. No fim, Schwenck aproveitou bobeada da zaga e, aos 44, conseguiu o gol da virada, que coloca o Avaí na zona de rebaixamento.
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segunda-feira, 23 de março de 2015
domingo, 22 de março de 2015
Campeonato Catarinense: Figueirense e Criciúma fazem duelo de campeões no Hexagonal
Atual campeão catarinense, o Figueirense dá sinais de que poderá abocanhar o segundo título consecutivo. Com a segunda melhor campanha da primeira fase e o melhor aproveitamento de todo o Campeonato Catarinense, o Alvinegro se aproxima da final para tentar alcançar o bicampeonato, feito obtido pela última vez pelo Avaí, que faturou os canecos de 2009 e 2010.
E para continuar em busca desse objetivo, o Furacão quer uma vitória no Orlando Scarpelli diante do Criciúma, o último campeão catarinense antes do Figueira - a equipe levantou a taça em 2013, após superar a Chapecoense na final. Só que o Tigre não vive bom momento. Ao contrário do rival desta noite, a equipe do Sul do Estado ainda não venceu no Hexagonal e é a lanterna, com apenas um ponto ganho.
Os dois clubes têm apostado nas categorias de base, embora de formas e razões distintas. O Alvinegro reúne uma mescla de jogadores experientes com jovens que têm entrado no decorrer das partidas em um momento de alta da equipe. Já o Criciúma fez uma reestruturação forçada, após gastar milhões ano passado com atletas consagrados e, mesmo assim, não chegar à final do Estadual e ainda por cima cair para a Série B do Brasileirão.
Promessas abundam no elenco carvoeiro. No entanto, há poucas peças experientes para contrapor e as que lá estão não têm dado conta do recado, caso de Cleber Santana, um líder que aparenta estar escondido, e de Lucca, que já demonstrou nervosismo em algumas partidas e foi expulso de campo em jogo contra a Chapecoense, na primeira fase.
É chegada a hora dos mais rodados darem suporte para os garotos para reagir na competição, pois chegar à última rodada do turno com apenas um ponto, enquanto um rival teria 10 e os demais podem chegar a sete e oito, praticamente sepultaria as chances do Criciúma de ir à finalíssima.
Do lado do Figueirense, atletas como Leandro Silva, Thiago Heleno, Marquinhos Pedroso e Dudu, que estiveram na final de 2014, querem o bicampeonato, o que pode ajudar a alçar voos ainda maiores. Isso porque, o clube nunca foi 'apenas' bicampeão. Nas duas vezes que ganhou o Estadual mais de uma vez de forma consecutiva, alcançou o tricampeonato. A primeira, nos anos 30 (entre 1935 e 1937). A segunda ocorreu entre 2002 e 2004.
Esse período marcou uma geração de jogadores vitoriosos que passaram pelo clube e teve como símbolo de amor e dedicação o eterno capitão Márcio Goiano, o lateral Paulo Sérgio, ambos tricampeões, o goleiro Edson Bastos, bicampeão, além do ídolo Fernandes e de atletas que fizeram história no futebol brasileiro, como Evair e Cléber e Sergio Manoel. Mais um ponto positivo para o torcedor alvinegro lembrar e sorrir.
Matéria originalmente publicada em diario.com.br/esportes. Clique no link e confira.
E para continuar em busca desse objetivo, o Furacão quer uma vitória no Orlando Scarpelli diante do Criciúma, o último campeão catarinense antes do Figueira - a equipe levantou a taça em 2013, após superar a Chapecoense na final. Só que o Tigre não vive bom momento. Ao contrário do rival desta noite, a equipe do Sul do Estado ainda não venceu no Hexagonal e é a lanterna, com apenas um ponto ganho.
Os dois clubes têm apostado nas categorias de base, embora de formas e razões distintas. O Alvinegro reúne uma mescla de jogadores experientes com jovens que têm entrado no decorrer das partidas em um momento de alta da equipe. Já o Criciúma fez uma reestruturação forçada, após gastar milhões ano passado com atletas consagrados e, mesmo assim, não chegar à final do Estadual e ainda por cima cair para a Série B do Brasileirão.
Promessas abundam no elenco carvoeiro. No entanto, há poucas peças experientes para contrapor e as que lá estão não têm dado conta do recado, caso de Cleber Santana, um líder que aparenta estar escondido, e de Lucca, que já demonstrou nervosismo em algumas partidas e foi expulso de campo em jogo contra a Chapecoense, na primeira fase.
É chegada a hora dos mais rodados darem suporte para os garotos para reagir na competição, pois chegar à última rodada do turno com apenas um ponto, enquanto um rival teria 10 e os demais podem chegar a sete e oito, praticamente sepultaria as chances do Criciúma de ir à finalíssima.
Do lado do Figueirense, atletas como Leandro Silva, Thiago Heleno, Marquinhos Pedroso e Dudu, que estiveram na final de 2014, querem o bicampeonato, o que pode ajudar a alçar voos ainda maiores. Isso porque, o clube nunca foi 'apenas' bicampeão. Nas duas vezes que ganhou o Estadual mais de uma vez de forma consecutiva, alcançou o tricampeonato. A primeira, nos anos 30 (entre 1935 e 1937). A segunda ocorreu entre 2002 e 2004.
Esse período marcou uma geração de jogadores vitoriosos que passaram pelo clube e teve como símbolo de amor e dedicação o eterno capitão Márcio Goiano, o lateral Paulo Sérgio, ambos tricampeões, o goleiro Edson Bastos, bicampeão, além do ídolo Fernandes e de atletas que fizeram história no futebol brasileiro, como Evair e Cléber e Sergio Manoel. Mais um ponto positivo para o torcedor alvinegro lembrar e sorrir.
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sábado, 21 de março de 2015
Campeonato Catarinense: Inter de Lages e JEC fazem confronto direto por vaga na final
O confronto* entre Inter de Lages e Joinville pode ser decisivo para as pretensões das duas equipes neste Hexagonal Semifinal do Campeonato Catarinense. Ambos com quatro pontos, podem ver nesta rodada Figueirense (7) e Chapecoense (5) dispararem nas duas primeiras colocações e encaminharem a decisão entre Oeste e Florianópolis.
Por isso, uma vitória no duelo do Estádio Vidal Ramos Júnior pode significar a sobrevivência na busca por uma vaga na finalíssima do Estadual. No caso do JEC, recupera o moral de um time que começou o regional com status de favorito. Para o Inter, os três pontos ajudam se consolidar como a surpresa da competição.
O Colorado da Serra ganhou sobrevida no Hexagonal após uma grande vitória por 2 a 0 sobre o Criciúma, no Sul do Estado. Foi o primeiro triunfo lageano fora de casa na competição. E agora o Leão Baio encontra o JEC em um local favorável; nos seis jogos disputados em Lages, o time treinado por Marcelo Mabília não decepcionou sua fanática torcida: não perdeu, venceu três e empatou outras três vezes.
Equipes empataram na primeira fase
O problema para o Inter é que um desses empates foi justamente contra o JEC, em partida válida pela quarta rodada do Estadual. O jogo do dia 13 de fevereiro terminou 1 a 1. Marcelo Costa abriu o placar para os visitantes no segundo tempo, mas, nos acréscimos, Marcelinho Paraíba deixou tudo igual.
Para o elenco tricolor, a partida é uma forma de começar a dar um padrão e um equilíbrio à equipe, que vive em uma constante gangorra e não consegue se aproximar do futebol apresentado na Série B do Brasileirão. Repleto de jogadores contundidos, o técnico Hemerson Maria tem dificuldade de escalar o time e é chamado de retranqueiro por parte da torcida.
* Matéria originalmente publicada em diario.com.br/esportes. Clique aqui e confira.
Por isso, uma vitória no duelo do Estádio Vidal Ramos Júnior pode significar a sobrevivência na busca por uma vaga na finalíssima do Estadual. No caso do JEC, recupera o moral de um time que começou o regional com status de favorito. Para o Inter, os três pontos ajudam se consolidar como a surpresa da competição.
O Colorado da Serra ganhou sobrevida no Hexagonal após uma grande vitória por 2 a 0 sobre o Criciúma, no Sul do Estado. Foi o primeiro triunfo lageano fora de casa na competição. E agora o Leão Baio encontra o JEC em um local favorável; nos seis jogos disputados em Lages, o time treinado por Marcelo Mabília não decepcionou sua fanática torcida: não perdeu, venceu três e empatou outras três vezes.
Equipes empataram na primeira fase
O problema para o Inter é que um desses empates foi justamente contra o JEC, em partida válida pela quarta rodada do Estadual. O jogo do dia 13 de fevereiro terminou 1 a 1. Marcelo Costa abriu o placar para os visitantes no segundo tempo, mas, nos acréscimos, Marcelinho Paraíba deixou tudo igual.
Para o elenco tricolor, a partida é uma forma de começar a dar um padrão e um equilíbrio à equipe, que vive em uma constante gangorra e não consegue se aproximar do futebol apresentado na Série B do Brasileirão. Repleto de jogadores contundidos, o técnico Hemerson Maria tem dificuldade de escalar o time e é chamado de retranqueiro por parte da torcida.
* Matéria originalmente publicada em diario.com.br/esportes. Clique aqui e confira.
domingo, 15 de março de 2015
Campeonato Catarinense: Figueirense atropela o Metropolitano e mostra porque é o mais forte do Estado
O Figueirense mostrou porque é o time melhor estruturado e mais consistente de Santa Catarina. Mesmo jogando em Blumenau, a equipe de Argel Fucks trucidou o Metropolitano, venceu por 4 a 0 e poderia ter feito mais.
O Alvinegro dominou o jogo do início ao fim e disparou na ponta da tabela de classificação do Campeonato Catarinense, ao chegar aos sete pontos, dois a mais que a Chapecoense, que empatou sem gols contra o Joinville, fora de casa. O resto tá tudo embolado, mas o clube de Florianópolis dá mostras de que vai decidir sua vaga muito em breve.
Aliás, a diferença entre Figueirense e Chapecoense, os dois melhores times do Estado, está na maior regularidade do Alvinegro em relação ao Verdão no decorrer das partidas. E na intensidade. É um time que marca duro no meio, rouba a bola e ataca em bloco, com quatro, cinco jogadores.
Por sua vez, a equipe do Oeste começou arrasadora na competição, tem melhores valores e um elenco mais qualificado, mas parece que administra demais os jogos, ganha em casa e joga para empatar fora Tem sido um tanto quanto burocrática. Pode resolver para chegar à final. Mas uma vez lá, vai precisar mostrar mais para ficar com o caneco. Ainda mais se for contra o Figueira, que bateu a Chape, na Arena Condá, na primeira fase.
Um destaque do duelo de Blumenau que vale citar é o partidaço de Rafael Bastos. É um meia que invade a área, organiza as jogadas e se apresenta para conclui-las. Fez a parede do primeiro gol, de Clayton, soltou uma bomba no segundo e tá começando a mostrar a que veio.
Após muitos anos no exterior, veio do Oriente Médio meio fora de forma e um tanto quanto perdido na velocidade do futebol catarinense, uma correria sem fim e canelas para todos os lados. Mas, após um breve período de adaptação, deu mostras de que poderá ser o que o Argel precisa para a temporada, após as saídas de Marco Antônio e Giovanni Augusto.
O Alvinegro dominou o jogo do início ao fim e disparou na ponta da tabela de classificação do Campeonato Catarinense, ao chegar aos sete pontos, dois a mais que a Chapecoense, que empatou sem gols contra o Joinville, fora de casa. O resto tá tudo embolado, mas o clube de Florianópolis dá mostras de que vai decidir sua vaga muito em breve.
Aliás, a diferença entre Figueirense e Chapecoense, os dois melhores times do Estado, está na maior regularidade do Alvinegro em relação ao Verdão no decorrer das partidas. E na intensidade. É um time que marca duro no meio, rouba a bola e ataca em bloco, com quatro, cinco jogadores.
Por sua vez, a equipe do Oeste começou arrasadora na competição, tem melhores valores e um elenco mais qualificado, mas parece que administra demais os jogos, ganha em casa e joga para empatar fora Tem sido um tanto quanto burocrática. Pode resolver para chegar à final. Mas uma vez lá, vai precisar mostrar mais para ficar com o caneco. Ainda mais se for contra o Figueira, que bateu a Chape, na Arena Condá, na primeira fase.
Um destaque do duelo de Blumenau que vale citar é o partidaço de Rafael Bastos. É um meia que invade a área, organiza as jogadas e se apresenta para conclui-las. Fez a parede do primeiro gol, de Clayton, soltou uma bomba no segundo e tá começando a mostrar a que veio.
Após muitos anos no exterior, veio do Oriente Médio meio fora de forma e um tanto quanto perdido na velocidade do futebol catarinense, uma correria sem fim e canelas para todos os lados. Mas, após um breve período de adaptação, deu mostras de que poderá ser o que o Argel precisa para a temporada, após as saídas de Marco Antônio e Giovanni Augusto.
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